Cem sonetos de amor - Pablo Neruda
Não tenho o costume de ler poesias, talvez eu seja um pouco racional ou fria demais para entendê-los ou até mesmo ver beleza neles - acho eles tão pessoais, dependendo do autor é até preciso saber um pouco do momento pelo qual ele estava passando para entender melhor o poema. Prefiro as coisas racionais e mais simples, como um romance... No romance, se você quer ver "algo a mais" verá porque quis, não porque aquilo estava escondido ali desde o princípio.
Mas enfim, decidi me arriscar pela segunda vez na leitura de um livro de poesia... Havia tentado, em vão, ler Espumas Flutuantes (Castro Alves) há algum tempo. Não suportei.
Dessa vez, andando pelos corredores da biblioteca da universidade, me deparei com o Neruda. Já ouvi falar muito bem dele... E pensei "por que não?!". Como estava apaixonadinha, nada melhor que sonetos de amor (rsrsrs).
Cem sonetos não se lê em uma semana, tanto que acabei comprando o livro (promoção de banca de jornal, já viu né?!). É bom lê-lo devagar, aquele livro que você só pega de vez em quando, lê um pedaço e guarda... É preciso digerí-lo.
O livro está dividido em Manhã, Meio-Dia, Tarde e Noite. Em cada parte as poesias se referem a uma fase do relacionamento, do amor; seja enquanto ainda é uma paixão forte e destemida, seja enquanto enfrenta as dificuldades ou mesmo a separação definitiva (morte).
Não sou boa com poesias, então separei uma das que mais gostei:
Mas enfim, decidi me arriscar pela segunda vez na leitura de um livro de poesia... Havia tentado, em vão, ler Espumas Flutuantes (Castro Alves) há algum tempo. Não suportei.
Dessa vez, andando pelos corredores da biblioteca da universidade, me deparei com o Neruda. Já ouvi falar muito bem dele... E pensei "por que não?!". Como estava apaixonadinha, nada melhor que sonetos de amor (rsrsrs).
Cem sonetos não se lê em uma semana, tanto que acabei comprando o livro (promoção de banca de jornal, já viu né?!). É bom lê-lo devagar, aquele livro que você só pega de vez em quando, lê um pedaço e guarda... É preciso digerí-lo.
O livro está dividido em Manhã, Meio-Dia, Tarde e Noite. Em cada parte as poesias se referem a uma fase do relacionamento, do amor; seja enquanto ainda é uma paixão forte e destemida, seja enquanto enfrenta as dificuldades ou mesmo a separação definitiva (morte).
Não sou boa com poesias, então separei uma das que mais gostei:
XLVIII
Dois
amantes ditosos fazem um só pão,
uma
só gota de lua na erva,
deixam
andando duas sombras que se reúnem,
deixam
um só sol vazio numa cama.
De
todas as verdades escolheram o dia:
não
se ataram com fios senão com um aroma,
e
não despedaçaram a paz nem as palavras.
A
ventura é uma torre transparente.
O
ar, o vinho vão com os dois amantes,
a
noite lhes oferta suas ditosas pétalas,
têm
direito a todos os cravos.
Dois
amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem
e morrem muitas vezes enquanto vivem,
têm
da natureza a eternidade.
Gostei demais da descrição de amor que (eu pelo menos) vi aqui... A ideia de construir algo juntos, do casal não estar preso um ao outro; estar ali porque ali está a felicidade.
Enfim, não sou perita em poesia; mas curti esse livro e recomendo. Uma leitura gostosa e que pode render uma meditação.
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