As Andorinhas de um Continente em Chamas (Gabriela Fernandes)

Capa do livro físico, publicado pela Thomas Nelson

Faz muito tempo (muito mesmo) que não leio ficção cristã e não sabia de nada novo lançado. Há um tempo vi que tinha alguns livros novos, mas nada que me deixasse curiosa a ponto de querer ler - algumas coisas até com um ar de fanfic gospel.

Então vi uma publicação sobre esse livro, sem saber que era cristão, e gostei demais do plot… Quando soube que era cristão fiquei mais interessada ainda.

Se trata de uma ficção científica, que se passa em um futuro onde a Terra colonizou outros planetas e aqui conhecemos um planeta diferente da Terra, ainda que muito parecido em vários aspectos.

Somos inseridos no conflito entre o Risa e um grupo rebelde chamado Fenda, que disputam o controle do chamado Continente Baixo. Entre os territórios dessas duas facções existem uma série de cidades livres, que não declararam apoio a nenhum lado do conflito, e vivem “espremidas” entre dois poderes.

Já encontramos nossa protagonista, Kelaya, numa situação de perigo. Seus companheiros de missão foram abatidos por um grupo do Risa e ela está vasculhando os destroços quando tem que se esconder dos inimigos, que vieram conferir se havia algum sobrevivente que eles precisassem eliminar.

Também no comecinho aparece um suposto rival dela, Zion, que é um verdadeiro pirata futurista e se trata do comandante do Stella Capitânia, um navio (que é uma aeronave híbrida na verdade) pertencente à Fenda. Logo de cara achamos ele frio, arrogante e pedante e a relação dos dois estava com cara de enemies to lover (um plot que DE-TES-TO) mas… Eles já são um casal kkk

Descobrimos que eles são casados em segredo, pois a Fenda encara a existência da família como um mal que deve ser eliminado - tanto que as mães não criam os filhos e não há qualquer vínculo familiar ou afetivo entre as pessoas, até a amizade sincera é considerada algo nefasto.

Depois de um início onde conhecemos os protagonistas e um pouco da história daquele planeta - que foi colonizado pelo Planeta Origem (Terra) e governado por uma República, a qual foi dissolvida dando origem ao conflito que vemos entre o Risa e a Fenda. Legal que a autora não comete o erro de ficar contando o passado do lugar em um grande bloco de explicações, não... As informações que passei aqui estão bem esparsas na história realmente aparecendo quando há necessidade.

Kelaya e a equipe de Zion são enviados juntos em uma missão: destruir um navio riseu que está fazendo cópias de um dispositivo junto à costa de uma cidade livre. Kelaya deve matar o líder do grupo, um humano aparentemente invencível. Um dos desdobramentos da ação é a destruição da cidade livre pela Fenda, o que leva a protagonista a um sério questionamento sobre a Fenda.

Com isso e outras dúvidas, inclusive sobre os sentimentos e lealdades de Zion, Kelaya segue em uma busca solitária para entender sobre o tal dispositivo. Qual o nome dele? Logos.

Gente, a história é bem fluida, sendo que o mundo criado é palpável; não está cheio de explicações científicas ou frases bíblicas. Ela explica aos poucos o funcionamento do lugar, suas regras e consegue criar vários momentos surpreendentes.

Já estou lendo a continuação (Os Pardais do Velho Mundo), espero em breve trazer a resenha aqui.

Vocês conhecem algum livro de ficção cristã pra me indicar? (Quero ler mais)

Foto de İrem Çevik: https://www.pexels.com/pt-br/foto/31560588/



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